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os dedos morrem demoradamente numa fotografia, e a boca, a mastigar teclas sem sabor, tenta cegar os becos onde nos deixaram, rodeados de vidro quebrado, para sabermos que a fuga nos custaria, pelo menos, parte da nossa pele. ouço músicas de outro tempo que não reconheço ter-me pertencido, e no bolso tenho guardadas as chaves de todos os olhos, excepto dos teus. acendo velas que páram o tempo noutro sorriso. tão imperfeito. tão puxado a correntes. tão nada teu. quando o último fósforo se esgota, surges de repente, por trás da melancolia de uma espera. evaporo num sonho de ti. renasço noutros lençóis. |
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